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The grass was not dead, but gold is mud and the sky falls with it’s clouds.

Um dia, na curva sem buraco, eu disse, e acreditei, conheço minha loucura, só não sei ainda aplicar.

Há tempos.

Esse silêncio?

eu parei

entusiasta, pronuncio no meio de um sorriso que não acreditava
(ME SEI)

If I was young, I’d flee this town.
Em Natal, lendo coisas que o André escreveu sobre a avenida Araguaia, soube: serei impressa no asfalto por um caminhão de lixo. Eis o Destino das más autoras.

Em Natal, enquanto a tia Marlei deitava de costas pra pegar sol sob a barraquinha e os vendedores passavam e olhavam até onde dava a elasticidade do pescoço, pensei E se o Pânico e aqueles malucos do beijo na boca ou tapa na cara estivesse aqui. Hoje, em Brasília, desvestindo a pele que dividia aquele sol com a tia Marlei, vi que realmente corria esse risco. Por uns dias, só, .
Me pergunto quanto espaço ocupa um coração confrangido.
As did I, why ain’t i drinking to die tonigth?

Nas últimas duas semanas, descobri como pode ser bom ser a única pessoa à toa conhecida, revi o córrego Atlântico, torrei num sol realmente tropical, troquei de pele, lavei a cor nos cabelos, descobri que água com sal na cara mantêm os olhos verdes por mais tempo e que eu sei como e censurar as idéias de uma forma eficientíssima, que embola na garganta (mas isso eu acabo de (re)descobrir), comi muito e bastante, não subi em balança, enchi e esvaziei muito os olhos e a cabeça.
Nessas duas semanas abriguei e realoquei esperanças tresloucadas, vi pequenas idéias se pregando por trás das minhas orelhas, especialmente a direita, e sei que quando procurar por elas, não estarão mais lá.
Enquianto isso, li os Monstros do André do Fernando e um pedacinho da Cegueira do Saramago, também do Fernando, pensei em acidentes aéreos antes e depois de umas bacadas violentas do avião, pensei em outros acidentes e desaparecimentos e, apesar de estar à toa, não estava lá quando eles precisaram de mim, apesar de ser pra isso que estou aqui.
Nesses dois últimos parágrafos, esvaziei muito do ar salgado com sol que tinha me enchido.

O Dedezão é muito palha. Pensa em muito mais coisa, mas só bebe cerveja. Mesmo assim, é meu preferido (e pode ser até mentira, mas quando ele fala bom dos meus textos, me sinto vários por cento mais válida).

E por falar em preferido, ando preferindo o Jamesson. Ele tem o método de engravidamento poético mais complicado que eu já vi (acho que foi o primeiro, mas até o Wilton concordou que era complicado).

E por falar em Wilton (muito mais válida quando ele disse que veio aqui no meu freio), ótimo dando clima de casa de luz vermelha de quarenta watts com Zezé di Camargo (que ficou na minha cabeça ainda por horas, mesmo com a polêmica da escolha dos clipes).

E por falar em clipes, precisarei de muita ajuda se outras duas coisas de que eu gosto ou já gostei muito parecerem tão toscas quando a Beyoncé sem som e com a barriga tão cheia quanto ontem (a Flavinha que me perdoe).

E por falar em cheia, as pessoas se embriagam de bebidas alcoólicas(vide meus heros, o Mateus incluso), eu me embebedo de comidas. Muita.

E por ter falado em Flavinha, uma das minhas pessoas prediletas, que me dá um moral sempre que eu necessito, ou peço, ou dá na idéia dela.

E por falar em idéia, na saída da Roda ontem a Ana Maria me abordou com a mesma pergunta que fez pro Vandré. De onde você tira sua inspiração. O Vandré disse que tem medo de quem tem insigth. E quem tinha dito isso era o Wesley. Eu disse que era o Dedezão. E quem tinha dito isso era a Lei.

mas hoje, passando roupa, com um sentimento de miséria e vazio, soube que é ele próprio que me inspira; e expira cada vez mais vazia. muito palha.

Hoje eu quebrei um cara na rua. Não foi isso que ele disse, mas poderia ter sido. Nem foi isso que ele fez, mas poderia ter sido. Falou alguma coisa sobre uma mão na bunda, um xingamento e fez um movimento com o braço. Disse que veio pelos becos, que nas avenidas seria cassado. Em meio a risadas e piadas cada vez mais negras, de novo o sentimento de família. Um constrangimento geral, aquele ar de eu sabia. Todo mundo lá naquela cozinha sabia. Dessa vez eu não sei as horas, mas a gente sabia fazia tempo. O mesmo assunto a tarde inteira afundando até o apetite. O agente de polícia no portão, e, na garagem, um cheiro de cabeça podre. Se fosse em Aparecida, o agente estaria lá pra investigar o cheiro e remover o corpo, segundo dizem. Por telefone e pela falta de coragem em encontrar olhos, um mal estar. Eu sabia.

 

Mas tem uma coisa que eu não sabia. Hoje, no guarda-roupas da minha mãe, o programa da ópera a que assistimos numas férias dela na minha CEU dizendo 2005 (não tinha o ano no programa, inúmeras informações,mas não tinha o ano) férias de julho de 2005 (ótimas) (estava escrito isso, assim, entre parênteses, (ótimas)!). (ótimo).